O implante peniano está indicado em casos graves de disfunção eréctil e também quando esta se encontra associada a alterações da anatomia do pénis.
A prótese peniana é uma alternativa terapêutica indicada para homens que não obtêm uma resposta satisfatória aos tratamentos clínicos para a disfunção eréctil, como medicamentos orais ou injeções intracavernosas.
O procedimento também pode ser considerado em casos de curvatura peniana acentuada, afinamento ou redução do tamanho do pénis, quando a deformidade provoca instabilidade estrutural com impacto suficiente para dificultar ou impedir a penetração durante a relação sexual.
O principal objetivo do implante é proporcionar condições para a obtenção de rigidez peniana necessária para a função penetrativa, respeitando a anatomia, a história clínica e as características individuais de cada doente, com foco na recuperação funcional e na qualidade de vida.
O que é disfunção eréctil
A disfunção eréctil caracteriza-se pela dificuldade em obter ou manter uma ereção rígida ou pelo tempo suficiente para uma relação sexual satisfatória.
É importante salientar que episódios isolados podem ocorrer em situações de cansaço, ansiedade ou stress, sem que isso represente, necessariamente, uma condição clínica.
No entanto, a perda de rigidez peniana na maioria das relações e a redução na frequência das ereções (incluindo a ausência de ereções matinais por três meses ou mais) indicam possível disfunção erétil; por isso, um urologista deve avaliar o quadro.
O que é a prótese peniana e para quem ela é indicada
O implante peniano é um tratamento indicado para condições que resultam na perda de funcionalidade do pénis, como a disfunção eréctil grave de origem orgânica e as alterações anatómicas da Doença de Peyronie.
A indicação da prótese peniana para disfunção eréctil ocorre quando o homem não responde ou deixa de apresentar resposta aos medicamentos orais ou às injeções intracavernosas.
Homens que apresentam curvatura peniana, doenças cardiovasculares, diabetes, redução dos níveis de testosterona ou que foram submetidos a prostatectomia têm maior probabilidade de ter indicação para implante peniano.
Tipos de prótese peniana
Atualmente, os implantes penianos para disfunção eréctil mais utilizados na prática clínica são:
- Prótese insuflável ou hidráulica: o modelo pode ter dois ou três componentes e é acionado por uma bomba de pressurização colocada no escroto, que provoca a ereção. Ao ser desinsuflada, permite o retorno a um estado parcial de flacidez peniana.
- Prótese maleável ou semirrígida: composta por duas hastes metálicas revestidas a silicone, o implante mantém o pénis alongado de forma permanente. O órgão deve ser posicionado manualmente para a relação sexual.
Prótese peniana funciona? O que muda após o implante
A cirurgia de colocação de prótese peniana é um tratamento utilizado quando existe indicação clínica adequada.
A principal mudança após o implante é que o doente pode recuperar funcionalidade peniana. Com isso, pode ser possível obter uma rigidez peniana adequada, inclusive após o orgasmo.
A capacidade de atingir o orgasmo, a sensibilidade e a ejaculação permanecem, em regra, inalteradas, uma vez que a cirurgia procura preservar ao máximo as estruturas nervosas e não envolve manipulação da uretra.
Na prática clínica e em estudos, na prática clínica, alguns doentes referem melhoria da rigidez peniana após o implante, o que podendo refletir-se positivamente na confiança e na saúde sexual masculina.
Os resultados, no entanto, dependem das condições clínicas de cada paciente e do processo de adaptação ao dispositivo.
Prótese peniana x outros tratamentos
A abordagem terapêutica mais adequada para cada caso de disfunção eréctil depende da gravidade do quadro e, consequentemente, do impacto na vida sexual.
Nos casos leves a moderados de disfunção eréctil, o tratamento clínico com medicamentos ou injeções intracavernosas pode ajudar a facilitar a ereção. Isso porque ele favorece a oxigenação dos corpos cavernosos do pénis.
Contudo, na disfunção eréctil severa, a vascularização desses tecidos pode já estar comprometida. Nestes casos, o tratamento clínico nem sempre apresenta uma resposta satisfatória, e a prótese peniana pode representar uma alternativa terapêutica.
O implante também pode ser considerado em determinados casos de disfunção eréctil associada à Doença de Peyronie, quando as alterações anatómicas comprometem a ereção.
Como é a cirurgia de prótese peniana
A cirurgia de implante peniano tem como objetivo proporcionar rigidez suficiente para permitir a obtenção de rigidez peniana adequada, restaurando a função eréctil.
Para isso, na etapa anterior à colocação da prótese, o cirurgião pode recorrer à Técnica de Egydio para reconstrução peniana. Essa abordagem visa adaptar as dimensões penianas à colocação da prótese, de forma a permitir a inserção de uma prótese com o comprimento e calibre adequados à anatomia peniana, de acordo com a anatomia peniana do doente.
Por meio de múltiplas incisões geométricas cuidadosamente calculadas, a técnica permite a expansão controlada dos corpos cavernosos, dentro dos limites anatómicos seguros imposto pelos nervos, vasos sanguíneos e pela uretra.
A experiência do cirurgião e o acompanhamento adequado no pós-operatório influenciam o planeamento, evolução do procedimento, a segurança e os resultados do procedimento. Ainda assim, como em qualquer cirurgia, existem riscos associados, que devem ser devidamente esclarecidos e discutidos durante a consulta médica.
Pré e pós-operatório: o que o doente precisa saber
Respeitar as orientações pré e pós-operatórias é importante para reduzir o risco de complicações, incluindo problemas relacionados com a adaptação à prótese peniana.
Antes da cirurgia, o urologista realiza uma avaliação clínica detalhada para definir a melhor estratégia cirúrgica. Essa análise inclui os seguintes exames:
- Palpação do pénis;
- Medição do pénis;
- Teste de ereção com ereção fármaco-induzida;
- Eco doppler peniano, para avaliação do fluxo sanguíneo na região.
O pós-operatório compreende um período de recuperação que dura entre 45 e 60 dias (dependendo da evolução de cada doente), com regresso progressivo às atividades:
- 5 a 10 dias após a cirurgia: cuidados com o penso cirúrgico;
- 7 a 10 dias após a cirurgia: regresso ao trabalho, desde que não haja esforço físico, e autorização para conduzir;
- 30 a 45 dias após a cirurgia: retoma da atividade física;
- 45 a 60 dias após a cirurgia: retoma da atividade sexual.
Nesse período, o doente deve comparecer às consultas de acompanhamento para avaliar a cicatrização, aprender a ativar a prótese e receber orientações para retomar a vida sexual com segurança e qualidade.
Por que procurar um especialista em prótese peniana
A reconstrução peniana é uma etapa fundamental na cirurgia, pois o resultado vai determinar o dimensionamento adequado da prótese peniana.
Um urologista com experiência em prótese peniana deve planear e avaliar, com precisão, as necessidades individuais de cada doente de forma individualizada. Esse cuidado é decisivo para alinhar os resultados do procedimento com as expectativas reais do doente, especialmente quando existe o desejo de preservar o tamanho do pénis.
O implante de prótese peniana é um tratamento bem estabelecido, com com dados de segurança descritos na literatura quando bem indicado. O custo da prótese de pénis pode estar coberto pelo SNS ou por seguros de saúde, conforme cada caso.
Em caso de dúvidas sobre o tratamento da disfunção eréctil em Portugal, envie a sua pergunta e aguarde contacto da equipa clínica.