Injeção peniana: como funciona, eficácia e efeitos secundários do tratamento para disfunção erétil

Plano de fundo vermelho com seringa.
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A injecção peniana é uma opção terapêutica utilizada em alguns casos de disfunção eréctil, através da administração de medicamentos directamente no pénis com o objectivo de induzir erecção. Pode ser considerada em doentes que não respondem adequadamente à terapêutica oral, após avaliação médica individualizada.

A disfunção eréctil é uma condição que afecta os homens, comprometendo a capacidade de manter uma erecção rígida suficiente para uma relação sexual. Ela pode acontecer por várias razões, incluindo problemas psicológicos, fibrose peniana, doenças crónicas ou alterações hormonais.

Para muitos homens, a injecção peniana pode ser uma opção terapêutica quando outras abordagens não produzem resultados satisfatórios.

Importa compreender em que consiste a injecção peniana, em que contexto pode ser utilizada, quais os seus possíveis efeitos e que aspectos devem ser ponderados por quem considera esta opção terapêutica.

O que é a injeção peniana para disfunção erétil?

A injecção para disfunção eréctil é uma abordagem terapêutica que utiliza medicamentos com a finalidade de induzir uma erecção, quando tal é clinicamente indicado.

O medicamento é administrado directamente nos corpos cavernosos do pénis, estruturas envolvidas no mecanismo da erecção.

Esta abordagem é particularmente útil para doentes que não respondem bem, ou apresentam contraindicações aos medicamentos orais.

Como aplicar a injeção peniana?

A medicação intracavernosa pode ser administrada pelo próprio doente, mas a primeira aplicação deve obrigatoriamente ser realizada ou supervisionada por um profissional da saúde. 

Após essa fase inicial, é fundamental que o doente siga rigorosamente as orientações de utilização fornecidas pelo urologista, respeitando as orientações fornecidas pelo urologista em Portugal quanto à técnica, à dosagem e à frequência.

O paciente deve aplicar a injeção entre 5 e 20 minutos antes do ato sexual, para que, no momento da relação, o efeito seja satisfatório para ambos os parceiros.

Além disso, recomenda-se que o doente injete o medicamento na lateral da base do pénis, evitando a região superior, onde passam nervos e vasos sanguíneos, bem como a região inferior, onde se localiza a uretra, além do contacto directo com veias visíveis.

Após a administração total da injeção, o homem deve pressionar o local durante 30 segundos a 1 minuto.

Ilustração anatómica do pénis em corte transversal, destacando os corpos cavernosos onde é administrada a injeção peniana.

A frequência de utilização deve ser definida pelo médico assistente, de acordo com o medicamento prescrito, a dose, a resposta clínica e o perfil de risco do doente.

As medidas destinadas a reduzir o risco de complicações locais, incluindo as relacionadas com a técnica de administração, devem ser explicadas ao doente no momento da avaliação e do ensino clínico individualizado.

A adequação desta terapêutica deve ser avaliada em função do contexto clínico, do padrão de utilização esperado e das preferências do doente, uma vez que nem todas as opções terapêuticas se ajustam da mesma forma a todas as situações.

Injeção peniana dói?

O desconforto associado à injecção pode variar entre doentes, consoante a sensibilidade individual, a técnica utilizada e o contexto clínico.

O uso de técnica adequada de aplicação e a escolha do local da injeção podem ajudar a minimizar a dor.

Efeitos secundários da injeção peniana intracavernosa

Um estudo publicado na revista científica Andrology, realizado com 209 homens, avaliou a taxa de abandono e os motivos associados em doentes em terapêutica com injeção intracavernosa.

  • 43,1 % por resposta insuficiente;
  • 18,3 % por inconveniência de uso;
  • 10,7 % por mudança para outros tratamentos;
  • 6,7 % por perda de libido;
  • 5,5 % por eventos adversos (incluindo dor ou erecção prolongada, situação que pode aumentar o risco de necessidade de tratamento do priapismo);
  • 2,8 % por recuperação de erecções espontâneas.

Quais pacientes podem usar a caneta de injeção peniana?

A injecção peniana pode ser considerada em alguns doentes com disfunção eréctil que não respondem adequadamente ou não toleram a terapêutica oral, após avaliação clínica individualizada.

O tratamento exige cautela em pacientes com histórico de priapismo ou com curvatura peniana.

Esta opção terapêutica não deve ser utilizada sem avaliação e prescrição médicas. Cabe ao médico definir a sua eventual adequação, o medicamento, a dose, o regime de utilização e a necessidade de acompanhamento.

Como comprar a injeção intracavernosa?

Em Portugal, a utilização desta terapêutica depende de avaliação médica e de prescrição, de acordo com o enquadramento clínico aplicável. 

O alprostadil encontra-se disponível em farmácias convencionais.

Já a fentolamina, a papaverina, a atropina e as formulações combinadas (misturas) só podem ser encontradas em farmácias de composição de medicamentos, enquadrando-se no regime de utilização off-label, de acordo com as normas do INFARMED.

O que fazer quando a injeção não melhora a disfunção erétil?

Quando a injeção peniana não melhora a disfunção eréctil, é essencial que o doente informe a situação ao urologista, para que o tratamento seja reavaliado de forma individualizada e segura. 

Perante resposta insuficiente ou inadequada, o médico poderá reavaliar a estratégia terapêutica, incluindo eventual ajustamento do esquema prescrito ou ponderação de alternativas, em função da situação clínica concreta.

A resposta terapêutica pode depender de múltiplos factores clínicos e contextuais, pelo que a sua avaliação deve ser sempre individualizada.

Nos casos em que, apesar destas abordagens, não se obtém uma resposta satisfatória, o doente pode ser avaliado como candidato à colocação de uma prótese peniana.

Converse com o Dr. Paulo para saber se a injeção peniana é indicada para o seu caso

Se os medicamentos orais para a erecção não funcionam na sua vida sexual, os médicos podem indicar outras opções terapêuticas para a disfunção erétil em Portugal. Porém, para isso é necessário passar pela avaliação clínica.

Marque uma consulta para realizar uma avaliação clínica completa e individualizada com o urologista Dr. Paulo Egydio – Cédula da Ordem dos Médicos n.º 61183. Receba orientação especializada quanto à opção terapêutica mais adequada, de acordo com as suas necessidades e expectativas.