5 medicamentos para disfunção eréctil e a sua eficácia segundo estudos

Mesa de consultório médico com medicamentos genéricos e comprimidos para disfunção eréctil, ao lado de tablet com gráficos de fluxo sanguíneo e médico em contexto clínico analisando dados, representando tratamentos farmacológicos e avaliação médica da função eréctil.

5 medicamentos para disfunção eréctil e a sua eficácia segundo estudos

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Os medicamentos para disfunção eréctil mais utilizados, como Sildenafil e Tadalafil, não são as únicas opções de tratamento para casos em que há dificuldade ou incapacidade de erecção. Existem outras alternativas para os homens.

A disfunção eréctil é um quadro comum e pode afectar jovens, adultos e idosos. Em Portugal, estima-se que cerca de 13% dos homens apresentem algum grau de dificuldade eréctil. Muitos destes casos podem ser tratados com medicamentos, desde que exista uma avaliação médica adequada para identificar a causa e confirmar se essa é a opção mais segura e eficaz.

O tratamento medicamentoso da disfunção eréctil pode potencialmente contribuir para alterações na erecção, confiança e qualidade de vida sexual. Geralmente, são medicamentos orais que podem ser integrados na rotina, o que pode tornar o tratamento mais acessível do que muitos homens receiam.
Contudo, antes de iniciar qualquer medicamento para a disfunção eréctil, é importante identificar as causas e compreender se o quadro pode ter resposta adequada aos fármacos. Continue a leitura para conhecer as principais opções terapêuticas disponíveis e perceber por que motivo a orientação médica é importante.

Principais medicamentos para disfunção eréctil

Muitos dos medicamentos utilizados no tratamento da disfunção eréctil pertencem à classe dos inibidores da PDE5. É o caso dos medicamentos orais Sildenafil, Tadalafil, Vardenafil e Avanafil.

Estes fármacos atuam como facilitadores da resposta eréctil, potencialmente contribuindo para aumentar o fluxo sanguíneo no pénis durante a excitação sexual. Isto significa que não provocam uma erecção automática. Para funcionarem, é necessário existir estímulo sexual.

Além dos inibidores da PDE5, existe o alprostadilo, que tem uma acção mais directa e local nos vasos sanguíneos do pénis.

Importa salientar que qualquer medicamento deve ser utilizado com orientação médica. A dose, a frequência de utilização e a segurança do tratamento dependem da avaliação individual.

1. Sildenafil

O Sildenafil é um medicamento oral usado no tratamento da disfunção eréctil. A sua ação pode potencialmente contribuir para aumentar o fluxo sanguíneo peniano, potencialmente facilitando a erecção quando existe estimulação sexual.

Habitualmente, é tomado cerca de 30 a 60 minutos antes da actividade sexual, e a sua janela de efeito pode durar cerca de 4 a 5 horas. A resposta pode variar de homem para homem e pode ser influenciada por factores como alimentação e consumo de álcool previamente.

Entre os efeitos secundários mais frequentes podem estar dor de cabeça, rubor facial, congestão nasal, azia ou alterações visuais transitórias.

O Sildenafil não deve ser usado por homens que tomam nitratos. Em homens com doença cardiovascular, a utilização deve ser avaliada pelo médico.

2. Tadalafil

O Tadalafil é outro medicamento oral utilizado para a disfunção eréctil e pode ser usado de forma pontual ou em dose diária baixa.

Uma das suas características mais conhecidas é a duração mais prolongada, que pode chegar até 36 horas. Por esse motivo, pode potencialmente contribuir para maior flexibilidade ao casal, potencialmente reduzindo a sensação de pressão associada ao “momento certo” para a relação sexual.

Os efeitos secundários mais comuns incluem dor de cabeça, má digestão, dores musculares, dor lombar, rubor facial e congestão nasal. Tal como outros medicamentos desta classe, o tadalafil não deve ser associado a nitratos e exige especial cuidado em doentes com patologia cardiovascular.

Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2017 no International Urology and Nephrology, comparou Tadalafil e Sildenafil no tratamento da disfunção eréctil.

O estudo observou que ambos apresentaram eficácia e segurança semelhantes, mas o Tadalafil esteve associado a alterações em alguns aspectos psicológicos, incluindo potenciais alterações na confiança sexual, e foi preferido por alguns doentes e pelas suas parceiras ou parceiros.

3. Vardenafil

A função do Vardenafil é potencialmente facilitar o aumento do fluxo sanguíneo no pénis durante a excitação sexual, potencialmente ajudando a obter e manter uma erecção durante a atividade sexual.

Geralmente, o início de ação ocorre entre 30 e 60 minutos após a administração, com efeito de 4 a 5 horas. Pode ser considerado como uma alternativa para homens que não tiveram resposta adequada com outros medicamentos, sempre depois de avaliação médica.

Os efeitos secundários podem incluir dor de cabeça, tonturas, rubor facial, congestão nasal ou indigestão. A dor de cabeça é descrita como a reacção adversa mais frequente.

O medicamento não deve ser utilizado em associação com nitratos ou dadores de óxido nítrico, nem em homens com doença cardiovascular grave.

Segundo uma meta-análise publicada em 2021 no Urology Journal, o Vardenafil demonstrou potencial para alterações na função eréctil, embora a dose e a duração apropriadas do tratamento devam ser definidas individualmente pelo médico.

4. Avanafil

O Avanafil é um medicamento cuja principal particularidade é o início de ação mais rápido em comparação com algumas outras opções da mesma classe. Ele pode começar a atuar cerca de 15 a 30 minutos após a toma, embora a resposta dependa de fatores individuais.

Os efeitos secundários podem incluir dor de cabeça, rubor facial, congestão nasal ou sinusal e dor lombar. Tal como os restantes inibidores da PDE5, não deve ser usado em associação com nitratos nem sem avaliação médica em homens com doença cardiovascular instável.

Uma edição do International Journal of Urology, de 2022, traz um estudo que observou que o Avanafil apresentou eficácia e segurança comparáveis ao sildenafil no tratamento da disfunção eréctil. Este dado sugere que o Avanafil pode ser uma alternativa entre os medicamentos PDE5, particularmente quando se procura uma opção com início de ação mais rápido.

5. Alprostadilo

O alprostadilo também pode ser utilizado no tratamento da disfunção eréctil, mas ao contrário do sildenafil, tadalafil, vardenafil e avanafil, o alprostadilo não é um comprimido oral: ele está disponível sob a forma injetável intracavernosa.

A injeção intracavernosa é aplicada diretamente no pénis pelo próprio doente em casa antes da relação sexual, mas apenas após prescrição, orientação e treino adequados. A dose é definida pelo médico, e pode ser considerada quando os medicamentos orais não apresentam resposta adequada, estão contraindicados ou não são bem tolerados.

Esta alternativa tem ação vasodilatadora local, que pode favorecer o relaxamento da musculatura lisa e a entrada de sangue no pénis, podendo potencialmente provocar erecção após a aplicação, mesmo sem excitação sexual.

O uso incorrecto pode aumentar o risco de dor peniana, hematomas, erecção prolongada ou priapismo – situação que exige assistência médica urgente.

Um estudo publicado em 2024 no International Surgery Journal avaliou o uso de Alprostadilo intracavernoso em 40 homens com disfunção eréctil que não tinham tido resposta adequada a tratamentos de primeira linha. Após a administração, os autores observaram alterações nos parâmetros de função sexual e no grau de erecção, sugerindo que o medicamento pode ser uma opção em casos selecionados.

Contudo, importa salientar que o tratamento intracavernoso pode ter adesão limitada, pois exige a aplicação do medicamento antes da atividade sexual e envolve uma logística própria. A necessidade de preparar e administrar a injeção pode tornar o processo menos espontâneo e, para alguns homens, difícil de integrar na vida sexual.

Diferença entre tempo para efeito e duração do efeito

É importante distinguir o tempo que o medicamento demora a começar a atuar da duração do seu efeito para que o doente possa ter expectativas realistas.

O tempo para efeito indica quanto tempo o medicamento pode demorar a começar a atuar depois da toma. A resposta ao medicamento pode não ser imediata e, por isso, estes fármacos devem ser usados com antecedência em relação à atividade sexual, de acordo com a orientação médica.

Já a duração do efeito corresponde ao período em que o medicamento permanece ativo no organismo e pode potencialmente facilitar a erecção caso exista estímulo sexual. Isso não significa que o pénis ficará ereto durante todo o período, mas significa que, nesse intervalo, pode ser mais fácil obter e manter uma erecção perante excitação sexual.

Posso combinar medicamentos para disfunção eréctil?

Em alguns casos, o médico pode ponderar estratégias combinadas, mas isso nunca deve ser feito por iniciativa própria.

Combinar medicamentos pode aumentar o risco de efeitos secundários, potencialmente baixar excessivamente a pressão arterial ou potencialmente sobrecarregar o sistema cardiovascular.

A combinação mais comum é de Sildenafil sob toma pontual com a Tadalafila diária. Entretanto, esta e qualquer outra combinação terapêutica deve ser considerada apenas após uma avaliação clínica e com indicação médica individualizada.

Quando a resposta ao tratamento não é a esperada, o mais apropriado é reavaliar o diagnóstico. Por vezes, a dificuldade não está apenas na escolha do medicamento, mas na presença de fatores como ansiedade de desempenho, alterações vasculares, doenças metabólicas, baixa testosterona, problemas de relacionamento ou uso de outros fármacos.

Quais medicamentos podem ser usados na disfunção eréctil de origem psicológica?

A disfunção eréctil de origem psicológica pode estar associada a ansiedade de desempenho, stress, depressão, baixa autoestima, conflitos no relacionamento, medo de falhar ou experiências sexuais negativas anteriores.

Nestes casos, os medicamentos podem potencialmente contribuir para alterações na confiança e potencialmente para alterações no ciclo de ansiedade, mas nem sempre atuam na origem do problema. A psicoterapia, a terapia sexual ou o acompanhamento do casal têm um papel importante.

Existe medicamento para a disfunção eréctil que não faça mal?

Nenhum medicamento é totalmente isento de riscos ou efeitos secundários. O que acontece é que cada organismo reage de forma diferente. Um tratamento que é seguro e eficaz para um homem pode não ser adequado para outro.

Por isso, é essencial avaliar antecedentes de doença cardíaca, pressão arterial, diabetes, colesterol elevado, saúde hormonal, medicamentos em uso e hábitos de vida. Esta avaliação permite reduzir riscos e escolher uma opção mais segura.

Também é importante evitar medicamentos comprados sem receita, produtos “naturais” sem controlo de qualidade ou comprimidos adquiridos sem confirmação da sua origem. Muitos destes produtos podem conter substâncias não declaradas, doses inadequadas ou componentes potencialmente perigosos, colocando a saúde em risco.

É possível tratar a disfunção eréctil sem medicamentos?

Mudanças no estilo de vida fazem parte do tratamento para impotência masculina, e, em alguns casos, podem potencialmente contribuir para alterações isoladamente.

Entre as medidas que podem potencialmente contribuir estão:

  • Praticar atividade física com regularidade;
  • Controlar o peso;
  • Reduzir o consumo de álcool;
  • Deixar de fumar;
  • Tratar adequadamente diabetes, hipertensão arterial e colesterol elevado;
  • Melhorar a qualidade do sono;
  • Reduzir o stress;
  • Procurar psicoterapia ou terapia sexual quando há ansiedade, insegurança ou dificuldades no relacionamento.

Quando os medicamentos e injeções não trazem a resposta esperada, a prótese peniana pode ser considerada. Trata-se de uma opção cirúrgica e deve ser discutida com um urologista, depois de uma avaliação completa.

Consulte um médico especialista para encontrar o tratamento mais adequado

O tratamento mais apropriado para alterações na erecção nem sempre é o mesmo para todos os homens. Em alguns casos, o medicamento para disfunção eréctil pode não ser suficiente. Noutros, pode ser necessário investigar doenças associadas, ajustar hábitos de vida, tratar fatores psicológicos, considerar terapêuticas locais ou avaliar alternativas cirúrgicas.

Por isso, é importante ter paciência para encontrar uma abordagem apropriada e ajustada à realidade de cada homem, em vez de procurar soluções rápidas, que podem ser ineficazes ou potencialmente perigosas.

Se tem dificuldade em atingir ou manter uma erecção, procure uma avaliação especializada. Falar sobre o tema pode parecer difícil no início, mas é muitas vezes o primeiro passo para compreender a causa e escolher o tratamento certo. Contacte a clínica para agendamento de consulta especializada.