A ozonoterapia para Peyronie não é uma abordagem estabelecida para a condição em Portugal. Ainda assim, alguns homens procuram esta técnica na expectativa de reduzir a inflamação, a fibrose ou a curvatura peniana.
O tratamento para Peyronie com ozonoterapia exige prudência. Até ao momento, não existem provas clínicas robustas de que o ozono consiga reduzir os sintomas ou atuar sobre a origem da condição.
A ozonoterapia utiliza uma mistura de oxigénio e ozono para fins terapêuticos. Embora os seus possíveis efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes sejam estudados em diferentes áreas da medicina, a sua aplicação específica na Doença de Peyronie permanece sem validação científica suficiente.
Por esse motivo, qualquer terapêutica não convencional deve ser analisada com um urologista especializado antes de ser considerada. Deve ser dada preferência a abordagens consolidadas, selecionadas de acordo com as particularidades de cada caso.
O que é a ozonoterapia?
A ozonoterapia consiste na utilização médica de uma mistura de oxigénio e ozono. A via de administração, a concentração e a frequência variam entre protocolos.
Esta utilização começou a desenvolver-se no início do século XX, devido às suas propriedades antimicrobianas. Tem sido estudada em diferentes áreas devido a potenciais efeitos sobre a resposta inflamatória, o stress oxidativo e os processos de cicatrização.
Na Doença de Peyronie, parte-se da hipótese de que a ozonoterapia possa modular a resposta inflamatória e o stress oxidativo durante a fase ativa da doença. Em teoria, estes efeitos poderiam contribuir para o controlo da dor ou interferir no processo inflamatório associado à formação da placa.
Contudo, um mecanismo biologicamente plausível não comprova eficácia clínica. Os resultados observados noutras doenças ou noutros tecidos não podem ser automaticamente aplicados à Doença de Peyronie. São necessários estudos específicos, controlados e de qualidade para determinar se uma intervenção é eficaz e segura no pénis.

A ozonoterapia para Peyronie apresenta resultados eficazes?
Neste momento, não existe evidência científica suficiente para comprovar a eficácia da ozonoterapia peniana para Doença de Peyronie. A técnica não integra as recomendações da Associação Europeia de Urologia para o tratamento desta condição.
Também não existem dados robustos que demonstrem que o ozono consegue potencialmente eliminar a placa, interromper a progressão da doença ou endireitar o pénis.
Por esses motivos, a ozonoterapia não deve substituir as abordagens avaliadas em estudos clínicos nem atrasar o diagnóstico.
Se apresentada como opção coadjuvante ou experimental, o doente deve ser informado de forma clara sobre a ausência de benefícios comprovados e sobre as incertezas relativas à segurança.
Abordagens terapêuticas recomendadas e validadas
A abordagem da Doença de Peyronie deve ser definida de acordo com a fase da doença, a intensidade da dor, o grau e o tipo de curvatura, a função eréctil e o impacto da deformidade na atividade sexual.
Segundo as orientações da Associação Europeia de Urologia, as opções conservadoras são utilizadas sobretudo na fase ativa, enquanto a cirurgia é reservada, em regra, para a doença estável e com comprometimento funcional.
As alternativas validades e indicadas pelo urologista após avaliação individualizada podem ser:
- Medicamentos para controlo da dor;
- Medicamentos para a disfunção eréctil;
- Infiltrações intralesionais;
- Terapias complementares (ondas de choque, tracção peniana e dispositivos de vácuo);
- Cirurgia peniana.
Perguntas frequentes
A ozonoterapia cura a Doença de Peyronie?
Não existem provas clínicas de que a ozonoterapia, por si só, trate a Doença de Peyronie.
Quais são os riscos na aplicação de ozono no pénis?
A aplicação inadequada pode causar dor, hematomas, infeção ou lesões nos corpos cavernosos. Qualquer procedimento deve ser realizado exclusivamente por profissionais de saúde qualificados.
Quando procurar um urologista para tratar o Peyronie?
É importante procurar um urologista perante dor durante a erecção, aparecimento de um nódulo, curvatura adquirida, estreitamento ou perda de comprimento do pénis, disfunção eréctil ou dificuldade nas relações sexuais.
O doente é encorajado a seguir as orientações médicas e a considerar cuidadosamente terapias alternativas para a Doença de Peyronie, que podem potencialmente atrasar uma terapêutica apropriada ou provocar complicações.
Faça uma avaliação especializada
Antes de optar pela ozonoterapia para Peyronie ou por qualquer outra terapêutica, é importante realizar uma avaliação com um urologista.
Para análise do caso clínico de forma segura, recomenda-se contacto com um profissional de saúde qualificado para agendamento de consulta.